quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Vinte de Novembro

Vinte de Novembro é o chamado Dia da Consciência Negra . 
Vale lembrar...
Consciência não tem dia , cor ou raça . Consciência só tem quem tem . E , para quem a tem , todo dia é dia , toda é hora . 
Ainda assim...
"Valeu Zumbi !
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a abolição
Zumbi , valeu ! ..."
( KIZOMBA, A FESTA DA RAÇA , Rodolpho, Jonas E Luiz Carlos Da Vila)

Cá pra nós...
Negro de alma branca , branco de alma negra ? Alma não tem cor , não tem raça e nada tem a ver com origem , religião , nem status social , econômico ou intelectual . Alma é vida , é consciência que transparece através das atitudes .  
"Se o preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa identidade .

...Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história ..."
( Identidade - Jorge Aragão)

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

BDSM e regras


O BDSM tem regras?



Dizem que o BDSM não tem regras por não estarem escritas.
De fato, não existe o Grande Livro das Leis do BDSM. Se existe, nunca o encontrei.
Entretanto, há regras próprias dentro de cada relacionamento, regras gerais no convívio entre os praticantes e a maior delas, para a segurança dos envolvidos, o SSC.

Diz-se de regras: são normas, preceitos, princípios ou métodos. Dessa forma, não precisam ser oficiais. Nem mesmo estarem escritas.
Basta que um grupo tenham-nas como norteadores de comportamento durante um grande espaço de tempo e assim como os fatos sociais, cristalizam-se.

Esta reflexão caminha no sentido oposto ao que chamam de "meu BDSM".
O BDSM não é meu. Nem seu. Não é de ninguém.
Apropriamo-nos de seus preceitos para vivermos dentro de um contexto que nos é atraente e, muitas vezes, necessário a nós.
Quanto a observações acerca dessa ausência de regras, costumo dizer o seguinte:

"Imagine-se chegando com uma raquete de tênis a um campinho de futebol onde alguns amigos estão jogando uma pelada, algo que fazem há anos nos fins de semana. As regras ali não estão escritas, não existe a formalidade do futebol profissional, é apenas uma brincadeira e por isso vc entra com sua raquete e começa a rebater a bola, enquanto os outros a chutam. Eles estão jogando futebol; vc apenas pensa que está."

O que rege o BDSM está contido dentro do significado  dessas quatro letras: Bondage, Dominação, Submissão, Sadomasoquismo. O que está fora é fetiche.
Ao contrário do que muitos acreditam, as práticas BDSM estão contidas no vasto universo dos fetiches, não o contrário, por ser o fetichismo muito mais abrangente.

E, dentro dessa esfera gigante fetichista, o maior problema é a confusão em torno disso. Não basta ter um fetiche para ser Bdsmista, é preciso estar contido dentro daquelas quatro letras. É preciso jogar o jogo do poder seguindo suas regras de consensualidade, segurança, ética, bom senso, bom uso do que está em nossas mãos e cuidados em geral.

O "meu BDSM" tem causado muita confusão. Usando dessa premissa, alguns o têm utilizado pelas mais variadas intenções. E tem havido abusos, prejuízos à saúde física, mental e emocional, prejuízos financeiros, traumas, riscos de todo tipo, choro e ranger de dentes.

Se as pessoas realmente atentassem para o perigo que representa o "meu BDSM", talvez mudassem de ideia e voltassem a considerar viver o BDSM que não é meu, nem seu... mas que é seguro PARA TODOS NÓS.


William Gama - Dom
Postado originalmente em :http://escravasesubmissas.blogspot.com.br/

quinta-feira, 4 de setembro de 2014


Laços de afeto (( Mário Quintana ))

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... Uma fita dando voltas.

Enrosca-se, mas não se embola. Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.

É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.

É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...

Devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah, então, é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento.

Como um pedaço de fita enrosca, segura um pouquinho,

Mas pode se desfazer a qualquer hora,

Deixando livre as duas bandas do laço.

Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.

Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Te levarei ao inferno
para te dar um beijo ardente
E meus braços queimarão
Ao agarrarem teu corpo em brasa

Quero te ter louca, cálida,densa, inconsequente
Pra viver contigo um romance tórrido eternamente
E exorcisar de mim este sentimento que me abrasa

Te levarei ao inferno 
Pra que tu sejas meu paraiso
Te levarei ao inferno para te dar um beijo ardente

(Augusto Branco)


sexta-feira, 11 de abril de 2014

AGULHAS -Picadinhas Gostosas

Uma prática que já vem tornando-se bastante comum nas 
cenas/sessões SM é o uso de agulhas no corpo do(a) escravo(a). 
Devido a traumas de infância ("medo de injeção") ou experiências ruins passadas envolvendo o uso de agulhas, muitos subs são resistentes a esta prática e só de ouvir falar nela já sentem até um certo pavor. 
Analisando sob este prisma, há de se pensar que as agulhas exercem um tipo de tortura mais psicológica do que física, visto que a dor é perfeitamente suportável e quase que imediatamente passageira. Dói na hora em que as agulhas são introduzidas e depois na hora em que são retiradas. Claro que, dependendo da habilidade e do sadismo de quem Domina, existem "truques" que podem ser utilizados visando o prolongamento e a intensificação da dor, as quais serão citadas mais adiante (em "Dicas Sádicas"). 
O trauma tissular provocado pelas agulhas na pele, na verdade é pequeno, se comparado ao trauma provocado, por exemplo, por um spanking moderado ou hard. 
Há que se ter um cuidado especial na escolha das agulhas, na assepsia prévia da pele e na adequação do calibre das agulhas aos locais nos quais elas serão aplicadas. 

AS AGULHAS --> sempre estéreis e descartáveis. Evite cair na tentação de usar agulhas domésticas de costura, alfinetes, tachinhas ou similares, pois estes não são esterilizados, e esse negócio de ferver na água ou flambar ao fogo não é recomendado e muito menos confiável. Vá até uma farmácia ou loja de artigos médicos hospitalares e compre "agulhas de injeção". Lá você encontra dos mais variados tamanhos e calibres. Lembre-se sempre que estas agulhas devem ser inutilizadas e descartadas após o uso, jamais devendo serem reutilizadas em outras pessoas.

ALÉM DAS AGULHAS você deve dispor de algodão, álcool a 70% e luvas de latex. 

LOCAIS PARA APLICAÇÃO praticamente todos os locais do corpo humano podem receber agulhas. Use de bom senso e exclua locais como: cabeça, pescoço, palma das mãos, sola dos pés, virilhas, axilas, dobra interna dos braços, região posterior dos joelhos, dedos e regiões onde não há tecido subcutâneo, ex: região anterior das pernas (não das coxas, só das pernas), região anterior dos joelhos... (locais onde aparentemente tem só "pele e osso", sem tecido adiposo 
embaixo). Pois se acidentalmente você "cutucar" o periósteo (membrana que reveste os ossos), além da dor ser intensa poderá causar lesões nada interessantes ao tecido ósseo. O dorso das mãos e dos pés também deve ser evitado por ter grande concentração de vasos, nervos e tendões. 
Em escravos iniciantes nessa prática, dê preferência aos mamilos/glândulas mamárias, glúteos, costas, abdômen, bolsa escrotal (apenas na pele, nunca atingindo os testículos). 
Em segunda instância, passe para os lábios da vulva ou corpo do pênis; deixando glande e clitóris para mais tarde, quando o(a) escravo(a) já se adaptou bem a essa prática; e também quando você tiver já um bom domínio da técnica. 
Por incrível que pareça, pernas e braços são locais bastante dolorosos para essa prática, portanto só utilize essas áreas mais tarde. 

ADEQUAÇÃO DOS CALIBRES DAS AGULHAS AOS LOCAIS UTILIZADOS 
inicie sempre usando as menores e mais fininhas, as 13x4,5 
(popularmente chamadas "agulhas de insulina"). Essas podem ser usadas em todos os locais indicados à prática (que foram citados no capítulo anterior). 
As de calibre 25x6(azuis), 25x7 ou 30x7(pretas) podem ser utilizadas em escravos(as) que já se familiarizaram um pouco com a prática, evitando o uso dessas mais grossas em mucosas/genitais (glande/clitóris/pequenos lábios da vulva), pois provocam um maior sangramento, ás vezes difíceis de se estancar. No corpo do pênis e nos grandes lábios, sem problemas quanto ao uso delas. 
Um pouco mais grossas, as 25x8 ou 30x8(verdes) são utilizadas com maior cautela e em locais como abdômen, costas, glúteos, grandes lábios da vulva e glândulas mamárias. 
Outras agulhas e catéteres mais calibrosos: usar apenas quando tem-se uma boa prática com as agulhas "comuns" citadas anteriormente. 

INSPECIONANDO A SAÚDE DE SEU(SUA) ESCRAVO(A)!!! 
**A introdução de agulhas, assim como qualquer prática que provoque sangramentos e lesões abertas, deve ser evitada em indivíduos que possuam quaisquer disfunções na coagulação sanguínea e/ou cicatrização dos tecidos, tais como Diabetes, Hemofilia, Anemias e Desnutrição.** 

INTRODUZINDO AS AGULHAS --> antes de começar, calce as luvas e passe no local um algodão embebido em álcool 70%. Espere secar naturalmente, sem soprar ou abanar. Dá para introduzir as agulhas com a pele ainda molhada, sim, só que vai arder bastante (eheheheh). 
Segure a agulha pelo canhão (parte "colorida") e retire a capa protetora. Nunca toque com as mãos na parte metálica, para não contaminá-la; assim como não devemos encostá-la em nada. 
As agulhas podem ser introduzidas em ângulo reto (90 graus), ou rentes a pele, com o objetivo de transfixá-la. Procure sempre adequar o comprimento da agulha ao local onde será introduzida (se for usar a angulação de 90 graus) e à quantidade de tecido adiposo existente na área. 

DICAS SÁDICAS para aumentar a dor durante a tortura introduzir ou retirar as agulhas lentamente. Dói bem mais...despejar álcool 70% sobre os locais das punções,com as agulhas ainda introduzidas ou logo após retirá-las. Arde pra caramba! dar petelecos no canhão das agulhas enquanto elas estão introduzidas. URGH! 
bater com a chibata sobre as agulhas. AAAAARGH!!!! 
pingar cera quente de vela sobre as agulhas introduzidas. 
SOCORRO!!!! 
retirar as agulhas com chicotadas. Essa é de botar nego pra CHORAR!!!! 

**ATENÇÃO** evite transfixar agulhas em locais como os pulsos, onde a rede venosa é bastante visível; ao retirar as agulhas, comprimir o local com algodão seco p/ estancar sangramentos se houver; podem ocorrer hematomas em alguns locais, nada preocupante; aplique gelo se o local ficar "inchado"; O bom Dom preocupa-se também com o bem estar de seu sub após a sessão, e não apenas com o seu desempenho durante.
 
 
Texto escrito por {?Morticia?}_Tt 

sábado, 29 de março de 2014

FOME DE LUA E ESTRELAS

TENHO FOME DE LUA . TENHO SEDE DE ESTRELAS
Sucumbem, na noite fria, pensamentos rasgados e sentimentos surdos à fala da alma. 
Então, me pergunto: Qual é a intenção do vento que impreciso, sem juízo e estranho, entranha no essencial de meu cotidiano, na colagem de meus dias, fazendo-me transpirar ?
Qual é a intenção do vento que, com os seus movimentos, varre a lua ao espelhar, no portal de minhas emoções, o significado de minhas vertigens e de meus delírios? 
Não creio que seja uma advertência ao meu universo sem razão de dor, nem tampouco uma crueldade ...
Bem sei que os gráficos de meus segredos não são específicos e variam de acordo com a vibração sublime dos sons pulsantes da poesia não escrita, no momento sensitivo.
Tenho fome de lua. Tenho sede de estrelas. 
Não por acaso, meus olhos e pensamentos viajam seguindo suas rotas. 
Gosto da insônia de minha sensibilidade. Ela descongela as distâncias , revela-me emoções e sentimentos nunca dispersos de mim. 
A linguagem do vento me é intrigante. Sua intenção, nem se fala. Seu contexto diferenciado me confunde. 
Se em forma de brisa acaricia minha pele e torna leve a minha alma, ao varrer a lua e entranhar no abrigo de meus sentidos escondidos expõe-me nua ao me despir meticulosamente de mim mesma ...

(Rosa Berg)

quinta-feira, 27 de março de 2014




Uma vez que você tenha experimentado voar, você andará pela terra com seus olhos voltados para céu, pois lá você esteve e para lá você desejará voltar.
(Leonardo da Vinci)

domingo, 23 de março de 2014

Outonos

 
Viajei
Me descobrindo
Vendo a noite abrir as asas sobre nós

Te encontrei
E foi tão lindo
Vi estrelas desenhando girassóis

Eu não vou resistir
Vou me produzir, vamos nos perder por aí
Deixo a dor dormir
Outonos tons me convidam pra sair

Te chamei
Fui te seguindo
Pela rua dos poetas e canções

Que eu soprei
Assoviei
Fiz um fogo de acender os corações

Eu não vou mentir
Vou me soltar por aí
Dos verões vou me vestir
Nos invernos vou me aquecer em ti

Passam pássaros puxando as estações
Passam pássaros puxando as estações
(Regina Souza)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Aquela frágil, indefesa e insegura rosa não existe mais
Criou espinhos e dobrou de tamanho
A vida que fez isso ou aquele cravo que brigou com ela?
A rosa de vidro cortante, ainda tem aquela mesma delicadeza...
Ainda sonha, ainda espera, ainda se apaixona sem fundamentos...
E se entrega e esconde seus espinhos
Porque apesar de ser de vidro, tem algo pulsando muito vivo dentro dela...
Uma esperança incansável de ser eternamente alegre...
Uma certeza de que deve deixar ás pessoas algo memorável
Uma vontade louca de ser inconsequentemente jovem...
E uma intensa e apaixonante ideia de ser inquebrável .
(Lara Bottas)

Soneto 35

Não chores mais o erro cometido; 
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
O sol no eclipse é sol obscurecido;
Na flor também o inseto faz seu ninho;

Erram todos, eu mesmo errei já tanto,
Que te sobram razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar;

Os sentidos traíram-te, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te escuso, e me convenço

Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me ao ladrão amado e amoroso.
(William Shakespeare)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Morre lentamente

Morre lentamente – Martha Medeiros
Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.

Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.


A escritora Martha Medeiros é natural da cidade de Porto Alegre, nasceu no dia 20 de agosto de 1961. Formada em Jornalismo pela PUC do Rio Grande do Sul, trabalhou com propaganda e publicidade, mas largou a profissão e passou a dedicar-se a poesia.

Atualmente, Martha Medeiros é considerada uma das mais importantes escritoras contemporânea.

Martha tem 19 livros publicados, alguns adaptados para o teatro e o cinema; escreve para o jornal Zero Hora de Porto Alegre e para o Jornal O Globo do Rio de Janeiro. Com muita sensibilidade e propriedade, as crônicas, textos e poesias de Martha Medeiros  abordam temas atuais: relacionamentos, amores, família, e todo o universo de sentimentos que norteiam a vida de qualquer ser humano.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Ela era uma menina que tinha esperanças , que achava que poderia encontrar no outro sabedoria e maturidade para lidar com a profundidade de ser quem ela é . Ela só desejava um sentimento livre , que entendesse que dar carinho não são algemas , que ter sentimentos é o fundamental para as relações humanas.
Ela se pergunta: Será que é tão difícil deixar o pavor dos sentimentos de lado ? Talvez seja o jeito dela intenso de viver que assusta .
O mau do menino é não saber interpretar a menina que de menina nada tem , pois é mulher .
(Andressa Escobar)

Lu Machado

Sou feita de sonhos, detalhes despercebidos...
 Por fora sou uma mulher , por dentro uma menina , que poucos conhecem!!! 

Aquela que ri de qualquer bobagem, que se assusta com tudo, que chora para aliviar a dor... 
Aquela cheia de manias, gostos e reações estranhas fora do comum, aquela pessoa paciente, mas ansiosa. 
Aquela que não consegue esconder o sorriso.
Aquela que se diverte com pouco , que fala pelos cotovelos, mas gosta de pensar em silêncio.
Aquela que se magoa fácil, mas que sabe perdoar.
Aquela garota orgulhosa, mas que reconhece seus erros.
Aquela que tem inúmeros defeitos, mas qualidades incríveis.
Uma pessoa comum, mas não uma pessoa qualquer!!!

Sou uma mulher madura que ama as coisas mais simples da vida, que dorme abraçada com ursinho de pelúcia.
Aquela que não consegue esconder o sorriso e que se diverte com pouco. 
Que quando criança queria voar e que, ao crescer, virou borboleta.
Sou livre, dona de mim, dona dos meus pensamentos, das minhas atitudes.
Uma pessoa que não suporta injustiças, mesmo sabendo que ela pode ser beneficiada com isso. 
Uma pessoa que jurou não confiar nas pessoas, mas depois esqueceu o juramento. 
Uma pessoa que tem uma fé imensa no invisível e acredita piamente que "tudo que se planta, colhe" e que “nada acontece por acaso”. 
Uma pessoa que já se importou com a opinião alheia, depois descobriu que a opinião mais importante era a dela. 

Enfim, uma pessoa que está sempre aprendendo e que quer fazer a diferença na Vida!!
Sou as minhas atitudes, os meus sentimentos, as minhas
idéias...Surpresas, gargalhadas, lágrimas...
Enfim, o que eu sinto, quem eu sou, você só vai perceber quando olhar nos meus olhos, ou melhor, além deles.
Sou muito mais que essas letras,frases e fotos que falam sobre mim.

(Lu Machado)

Vida