sábado, 29 de dezembro de 2012

Feliz 2013 !


Para os amigos , seguidores , leitores e todos aqueles que são , de alguma forma , tocados pelos ventos de  renovação que nos vêm a cada final e início de ano , deixo-lhes meus desejos de um feliz ano novo .
E que ele seja feliz e novo em toda a sua duração , que a alegria de viver esteja sempre presentes em nossas vidas .

Feliz 2013 
Feliz ano novo 
Feliz ano todo
A todos !


luah negra .

sábado, 22 de dezembro de 2012

O Natal



Ah, o Natal... Ouço pessoas criticarem o consumismo desenfreado que toma as pessoas nesta época cujo significado perdeu-se entre árvores, brinquedos e Papai Noel. Certo, tudo certo...
Mas eu prefiro lembrar que neste final de ano, devido ao famigerado consumismo, milhões de empregos foram gerados e milhões de pessoas puderam resgatar um pouco de sua dignidade.
Prefiro lembrar que neste momento, por conta do dinheiro extra que receberão, muitos pais e mães de família poderão oferecer uma mesa mais farta aos seus filhos.E que devido a alta propaganda de solidariedade que se faz nesta época, crianças carentes poderão ganhar, sim, algum brinquedo.
Prefiro lembrar que muitas pessoas tomadas pelo espírito disseminado nesta época mover-se-ão à caridade e a solidariedade com o próximo.E que você... você poderá, enfim, dar e receber o abraço daquelas pessoas que você gosta mas que por falta de “motivo” para abraçar ficou contido até agora...
Ah, como Deus escreve certo por linhas tortas. O que era para ser “apenas” a celebração do nascimento de Jesus, universalizou-se numa celebração de Fraternidade e Amor.Bem ou mal, o Amor está em toda parte!
E se ainda assim você não quiser celebrar esta data, não tem problema:Quero convidar-te a fazer como fossem Natal todos os teus dias!
(Augusto Branco)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Práticas - podolatria


Podolatria é o fetiche (ou parafilia,se preferir) cujo o desejo do fetichista se concentra nos pés. Nesse ponto o desejo pode ser tanto em, acariciar os pés de alguém, ou ter seus próprios pés acariciados.
Tais carícias,vão desde de massagens,passando por beijinhos leves, culminando em lambidas e chupões.

A prática da podolatria não leva exatamente ao sexo em si, já que muitas vezes o ato de adorar um par de belos pés está ligado á submissão do individuo que beija os pés, ou á dominação, do individuo que tem seus pés adorados.
Por ser um fetiche relacionado aos pés, na podolatria pode-se encontrar algumas atividades,além da adoração dos mesmos. Tais como cheira-los, ser pisado ou chutado por eles e até mesmo o prazer em ver algo sendo esmagado por eles


Podólatra é o praticante da Podolatria .
Os podólatras em sua grande maioria são homens (estima-se que mais de 80% dos podólatras, sema do sexo masculino), mas é um fetiche que também atinge as mulheres.
Vale lembrar, que pode se classificar como podólatra, não somente a pessoa que faz carícias nos pés do parceiro, mas também a pessoa que gosta de receber estes carinhos nos pés.
Apesar da podolatria, ser um dos componentes do BDSM, nem todo podólatra necessariamente é submisso, ou seja, alguns deles gosta apenas de apreciar o ato de adoração a um par de belos pés, sem que esteja envolvido uma atmosfera de dominação neste ato. 
(http://podolatrando.blogspot.com.br) 

(Origem: Wikipédia)



Trample (trampling) - Para podólatras que curtem ser pisoteados, servir de tapete.
O Trampling é muitas vezes associado ao sadomasoquismo e à podolatria .

Bondage e Podolatria: A arte de amarrar e imobilizar, aqui, vai dar tratamento especial para que os pés fiquem maximamente expostos... da forma que mais agrada ao bondagista sejam as solas, seja o dorso. Uma vez imobilizados os pés podem ser alvo de outros tratamentos especiais tais como:

Spanking – Torturar lindos pezinhos com varinhas, chibatas, chicotes... enfim (apenas alertando que o spanking nos pés requer conhecimento especial), mas sem dúvida, para quem gosta e experimentou é um momento de raro prazer.


Tickling (cócegas) – Lipe - Torturar lindos pés imobilizados com cócegas, sem dúvida é uma arte. A pessoa pode ter ataques de risos incontroláveis, que beiram a asfixia... assim como pode ter orgasmos incontroláveis com o conjunto da obra .

(Ler mais: http://sm-semmisterio.blogspot.com/2010/04/podolatria-podolatras.html#ixzz2CKiknDWb)





sábado, 6 de outubro de 2012

A Humilhação na Cena BDSM


A Humilhação na Cena BDSM
Categoria: Teorias
Criado em Segunda, 16 Janeiro 2012 18:32
Escrito por Monstrinho
com os devidos créditos ao seu criador, #dumuz#_RF, e ao site femdombrasil.com.br

Dominação Psicológica

Quando se fala em sadomasoquismo a primeira idéia que se tem em mente são correntes, algemas, chicotes e botas. O imaginário físico do sadomasoquismo está repleto de símbolos e fetiches, de modo que, nesses tempos de sadomasoquismo de boutique, basta um corpete negro de couro, uma meia arrastão e um bom par de botas para muita Maria Baunilha se sentir a verdadeira Vênus das Peles.

Entretanto, muitos praticantes do bdsm preferem o que denominam sadomasoquismo psicológico, isto é, formas de dominação e submissão que prescindem de violência explícita.

A civilização é resultado da tentativa do ser humano de se afastar da selvageria explícita dos animais, a necessidade intensa de ser essencialmente diferente de outros bichos. A dominação psicológica seria aquele estágio de perversão do próprio objetivo da civilização: apesar de todo nosso protocolo civilizado, ainda somos selvagens e cruéis, como qualquer besta perdida em algum mato por aí.

Usar o refinamento das artimanhas civilizadas para exercer um poder selvagem ou ser objeto dele é um dos inúmeros atos de rebeldia presentes no sadomasoquismo, revestido da capa de conservadorismo dos valores tradicionais, do bem, da família e da tradição.

É claro que, quando alguém se ajoelha nu diante de quem o domina e se submete a uma sessão de chicotadas, também está sendo humilhado, mas, neste texto, para deleite dos que preferem apenas a dominação psicológica, como limite ou como desafio, falaremos da humilhação como instrumento de sadomasoquismo por si mesma, separada da violência explícita.

A Palavra

O ser humano é um ser que fala, a persona loquens, o ser falante. Pela palavra, começa toda a possibilidade de civilização.

“- Eu te mato!” – grita o motorista no trânsito para o colega(?) que acaba de lhe dar uma bela fechada. O grito, em si, tem o potencial de descarregar a ira que, em outros tempos, o levaria a tomar um tacape e realmente desferir um golpe mortal na cabeça do distraído condutor.

Claro que a expressão verbal pode ser melhorada para “Olha por onde anda, filho da puta!”, pois reservamos termos que chamamos gentilmente “de baixo calão” para poder usá-los quando já estamos no limiar da violência animal.

O famoso texto que circula pela internet “O direito ao foda-se” analisa profundamente as implicações e necessidades atendidas por esse vocabulário tão especial que carinhosamente chamamos de “palavrão”.

Para muitos, o começo do masoquismo está na humilhação verbal, na capacidade de suportar ser ofendido pelos palavrões sem reagir. Como nos primeiros minutos em que se conhecem um dominador e uma submissa e ele gentilmente lhe pergunta:

- E desde quando você se tornou uma puta?

Tal como se perguntasse o que comeu no almoço de ontem.

De igual modo, quando numa situação social absolutamente baunilha, uma dominadora dispara em direção ao seu submisso:

- Ora, Alberto, pare de falar asneira, se não fosse minha boa vontade você broxaria sempre…

A capacidade de ouvir e ficar quieto, sem se defender, sem retrucar, é um bom começo. Mas não é tudo.

Nossa cultura judaico-cristã, incrivelmente, cultivou o que um dia Nietzsche chamou de moral do servo. Alguns vêem aí a raiz do masoquismo, como um fenômeno da cultura ocidental. Por outro lado, a moral do servo, que exalta tudo o que é feio, pobre, sujo, indigno e inumano, negando a beleza, o poder, a inteligência, a vontade de ser humanos, acabou por estabelecer um modelo de humildade como virtude, que, digamos assim, atrapalha bastante a dinâmica moral do sadomasoquismo.

O Masoquista Como Vítima

domme2Esse dado foi exposto cruamente por Sade, por meio de Justine. Justine é, em tudo, uma pessoa virtuosa, entretanto, não cessa de ser castigada e novamente castigada, ao longo de todo o desenrolar da trama sádica (ah, que prazer usar o termo em seu sentido apropriado).

O fato é que, quando o submisso ou submissa se detém no aspecto de suportar as ofensas e vexames impostos por quem domina, ainda o faz por uma espécie de orgulho interior, de resto de força moral que ainda lhe sustenta o ego. O pensamento subreptício é mais ou menos assim:

- “Ela me espanca porque é má. Mas eu ainda sou bom, porque eu sou capaz de suportar tudo o que ela me faz e ainda a amar.”

Sim, para surpresa de muitos, a vítima se sente injustiçada, ou seja, há um prazer no masoquista de estar apanhando injustamente e isso tem o caráter redentor para o seu íntimo. Nesse momento da dinâmica masoquista, a pessoa ainda não se deu conta de quem, sente o impulso masoquista e o sublima – embora entre concretamente no ato masoquista – por meio de uma moral do servo: o servo humilde é bom, o Senhor cruel é mal.

“- Eu sou bom, porque eu não machuco ninguém e eu estou justificado moralmente, porque eu sou objeto da injustiça de minha Senhora/meu Senhor.”

Essa verdadeira armadilha é tão ardilosa que, muitas vezes, um relacionamento sadomasoquista acaba sob a acusação de que a Dominadora/Dominador se excedeu para além dos limites, e o/a masoquista procura seus amigos para lhes dizer:

“- Vejam o que ela/ele me fez. Vejam como ela/ele é má/mau.”

Sim! O relacionamento termina numa acusação moral: o sádico é mau. E num outro juízo moral: eu, que fui bom/boa, fui injustiçada. A injustiça que sofri prova que sou bom/boa.

Essa é ainda a lógica da moral do servo. A injustiça sofrida, justifica a bondade do/da masoquista.

É um erro comum na civilização cristã: Jesus era bom e Jesus sofreu, logo, todos os que sofrem são bons. Essa indução nos leva a crer que o sofrimento pode ser causa de justiça ou bondade e há quem se torne masoquista para se sentir bom de novo, após ser devidamente punido. É o caráter redentor do masoquismo.

Nada há de errado nesse sentimento, pois cada um busca o masoquismo para o prazer na forma que se lhe apresenta. Muitos masoquistas, se se observarem atentamente, notarão que após uma cena bem vivida, há uma sensação de limpeza ou mesmo purificação:

“- Ah! Eu precisava disto!”

O erro não está no sentimento, mas no julgamento implícito que faz o masoquista ser bom e o sádico ser mau.

Entretanto, essa acusação e esse julgamento já estavam implícitos na atitude com que o masoquista entrou na cena de humilhação, porque quem se dispõe a suportar as ofensas e vexames que lhe são impostos já estabeleceu um juízo moral sobre essas ofensas e vexames.

A dominação psicológica se estabelece não quando o/a masoquista se dispõe a suportar o que lhe é imposto, mas se submete a viver essas ofensas e vexames. Não se trata mais de uma concessão, mas de uma necessidade.

A Necessidade de ser Masoquista

De que necessita mesmo o masoquista: da dor ou da humilhação?

Dor e humilhação são meios para atingir um fim, que é o prazer masoquista.

Quando o masoquista detém a escalada da humilhação para, por meio dela, julgar-se bom e condenar o sádico, fazendo-se de vítima, não ocorre o prazer, mas a negação de que o prazer venha do masoquismo. Um raciocínio mais ou menos assim:

“- Agora me sinto bem, pois eu pensei que era mau, mas Fulana/Fulano é que é mau, porque ela/ele é cruel, pois foi cruel comigo, eu não sou cruel, fui objeto da crueldade, da injustiça, logo sou uma pessoa boa.”

Como num coito interrompido, a defesa moral se ergue e cria uma capa de satisfação que pode, inclusive, afastar o masoquista por um bom tempo da prática: “- Eu não! Os sádicos são pessoas doentes, más, cruéis…vou ficar longe disso.”

Passa-se o tempo, e esse masoquista começa a notar o que os masoquistas que não fazem ou que suspendem o juízo moral percebem cotidianamente: há uma pulsão sexual pela humilhação e pela dor, ao menos, a dor psicológica.

Os velhos manuais de virtudes ensinavam que a humildade é nada mais que a verdade a respeito de si mesmo. Não ser mais do que se é – o orgulho – e não ser menos do que se é – a modéstia.

Qual a verdade de um masoquista?

Poderíamos começar dizendo de sua impotência diante da vida: o masoquista não pode ser outra coisa. A despeito de tudo o que tentam dizer os psicólogos existencialistas e os manuais de auto-ajuda, de que a pessoa pode superar tudo, o masoquista sabe que é alguém que precisa da dor física e/ou dor psicológica para sentir prazer.

Isso não é uma condenação, isso é o seu modo de ser…

Façamos uma breve analogia…

Imaginem que vivêssemos num pomar onde só existissem laranjeiras e, então, supreendentemente, nascesse uma mangueira. Por mais que a mangueira se esforçasse em produzir laranjas, ela sempre seria anormal, pois tudo o que ela faz é produzir mangas.

Não creio numa base natural para o sadomasoquismo, pois sua raiz natural é a animalidade sexualmente agressiva do ser humano, que todos têm. As formas de expressão sadomasoquista dependem do cenário cultural, mas o desejo e impulso sadomasoquista acontecem de forma diferenciada nas pessoas, pois alguns explicitam sua animalidade sexual agressiva e outros simplesmente a recalcam, ou desviam para outras atividades.

O importante, em nossa discussão, é que ser sádico ou ser masoquista não são condições de avaliação moral, são modos de ser, de expressar a própria sexualidade.

O treinamento psicológico imposto por um Dominador a uma submissa deve acontecer numa relação em que ao gritar-lhe:“- Puta!” – diferentemente de uma mulher baunilha que se excita pelo “palavrão” inesperado, diferentemente da submissa moral que suporta heroicamente a ofensa, a masoquista baixe os olhos e medite sobre a verdade de ser uma puta, talvez mais reles que uma puta, pois a puta, como profissional, sabe o que faz e cobra pelo que faz e ela é apenas uma amadora que tudo faz de graça, talvez até devesse pagar por alguém se importar de lhe dizer a verdade…aos poucos seu sentimento se debruça com a constatação de que nem puta é, que é um grande nada, silencioso e doloroso vazio que espera, ansiosamente, ser definido pelas palavras do Senhor…

Tal é o poder das palavras: elas criam a realidade.

O Poder de Dizer as Coisas.

Um passo fundamental para a dominação psicológica é cassar a palavra do submisso. Pode-se começar pela mordaça, mas para quem gosta de jogos psicológicos intensos, sem nada de físico, o desafio se torna muito interessante.

Tudo o que nos ensinaram foi falar. Temos uma cultura que valoriza apenas as pessoas que têm algo a dizer, ou seja, os formadores de opinião.

Uma sugestão importante para Dominadoras e Dominadores é essa: talvez o submisso tenha algo a falar, talvez até a Dominadora quisesse ouvir, mas o submisso não terá o direito à palavra.

Cassar a palavra talvez seja o equivalente a prender um submisso por uma semana em um canil com mais três ou quatro cães e tratá-lo apenas como mais um. Tudo o que um ser humano é, é uma persona loquens, um ser falante. Obrigado a apenas ouvir e cumprir o que lhe ordenam, o ser humano enlouquece gradualmente.

Saber pedir permissão para falar. Por meio de um gesto ou sinal, de modo que o submisso saiba que a palavra deve ser usada com o devido respeito, pois ela não é mais um direito seu, ele usa o poder de palavra de sua Senhora.

Pois o poder criador das palavras só pode ser usado por quem Domina… quem experimentar a simples regra de pedir permissão para falar verá como é difícil manter a atenção e, mesmo, a relação. Porém, no médio e longo prazo, a dominação psicológica se aprofunda, pois pensamos por meio de palavras, e repentinamente, o submisso perceberá uma espécie de impulso de pedir permissão para pensar.

E que realidades os Dominadores devem criar?

Vejo um uso muito conservador da palavra nas cenas bdsm. O mais freqüente é a palavra de segurança, aquela que se diz para a cena parar.

Proponho o inverso, proponho o uso da palavra devastadora, a criação de uma palavra que, uma vez pronunciada por quem Domina, desencadeie todo o processo de submissão no masoquista, independente de onde ele esteja.

Como exemplo, sabemos que o ser humano é particularmente sensível a críticas ao seu corpo. Criar vergonha sobre alguma parte do corpo é uma das estratégias mais simples de continuamente humilhar alguém. Além disso, a vergonha sobre o corpo pode levar a compulsões e obsessões infindas. Assim, numa conversa casual, a Dominadora pode mencionar: “ Sabe, notei que teu saco cheira a meia suja”. Da primeira vez, não dizer mais nada, apenas despertar a atenção e curiosidade do submisso sobre o tema. De tempos em tempos, reforçar o comentário. Se ele retrucar, proibir que retruque, pois é verdade. Consolidada a crença, estabelecer a palavra:, “ – De agora em diante, quando eu lhe disser meia suja, você vai parar o que estiver fazendo, sair e lavar esse saco nojento.”

A princípio, desencadear a ordem dentro das cenas, mas então, um dia, enviar o seguinte torpedo ao celular dele: “MEIA SUJA”. Dependendo do potencial obsessivo-compulsivo do submisso, a reação poderá ir de um ligeiro mal-estar a uma desabalada carreira ao banheiro…de qualquer forma, a palavra cria uma nova reação…

O poder de não dizer as coisas.

Os dominadores podem trilhar o caminho fácil do uso da palavra, mas há outra possibilidade que pode ser bem mais cruel: obrigar o submisso a falar continuamente.

Fato é que falamos antes de tudo para ocultar-nos. Como diz o antigo provérbio: “Como vai é saudação, não é para falar da má digestão.”

Quanto mais a pessoa é obrigada a falar, mais ela tem que se expor. Quanto mais exposta, mais vulnerável e daí se amplia a dominação.

No fundo, todo ser humano é ridículo, pois o que temos de não-ridículo é exatamente a capacidade de ocultar nosso ridículo. E, nesse particular, a violência física não ajuda. Sob violência física o submisso admite qualquer coisa. Depois da centésima chicotada qualquer um admite que é Bin Laden , por exemplo (menos o próprio, é claro).

Dois sofás confortáveis, uma câmera de vídeo, a luz sobre o submisso e a ordem:

“-Fale-me de você.”

Pequenos cortes, dirigindo para aquilo que se quer esconder, perguntas constragedoras, confissões e, principalmente, a posse da fita. Uma fita com uma pessoa nua, sendo estuprada por um avestruz vale bem menos que a calma cena de uma conversa na sala, onde o submisso foi obrigado a confessar que se masturbava com a prova de Geometria nas mãos para se lembrar dos gritos da professora: “- Burro! Burro! Burro!”. São coisas que o hoje bem sucedido CIO de multinacional não gostaria de ver expostas…

Um dos casos mais extremos dessa técnica aconteceu, justamente, na literatura brasileira, naquele que é um dos maiores cornos de toda a história, o Bentinho, ou, se preferem, o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Permitam-me, por um momento, tal digressão literária…

Devidamente humilhado por sua esterilidade e pela piedosa traição de Capitu, que ao conceber um filho de Escobar consegue ocultar da sociedade a esterilidade do marido (sei que os exegetas de Machado vão me xingar por essa hermenêutica, mas se Capitu engravidou apenas uma vez é porque, da parte dela, a traição tinha objetivos claros), Bentinho, em vez de calar-se, o que seria uma atitude de respeito para consigo mesmo, seu filho e sua esposa, além dos amigos (lembrem-se do capítulo de desculpas a Dona Sancha, mulher de Escobar), põe-se, não só a falar, mas a escrever.

O resultado, para quem leu, é evidente.O domínio de Capitu sobre Bentinho se escancara a cada página e, por mais que Bentinho testemunhe contra ela, a acuse e queira nos convencer que ela era apenas a traiçoeira portadora de “olhos de cigana dissimulada”, tudo o que ele consegue é nos convencer do quão ridículo ele é, em seu rancor, em sua ira de corno manso e literato.

Sem mover uma palha em sua própria defesa ao longo de todo o romance, já que Bentinho é o todo-poderoso autor, Capitu domina a cena, Bentinho e a nós leitores. A posse da palavra foi completamente inútil a Bentinho e é isso que uma plena dominação psicológica busca: eu lhe dou a vantagem de falar, mas nem assim você cria ou domina alguma coisa. Tudo o que você pode criar é uma imagem ridícula de si mesmo. No caso de Bentinho, a confissão de que é corno e estéril. Como sentenciaria outro personagem do romance: “Corníssimo!”

Em Síntese

O submisso deve ser levado ao ponto de ser capaz de dizer como verdade as descrições de si mesmo que darão prazer a quem o domina.

A quem domina cabe chegar ao ponto de, com sua presença, já humilhar o masoquista. Transformar seu próprio corpo, sua própria imagem em signo dessa humilhação.

Como? A dominadora, o dominador, transformados em objetos?

Sim, pois tal é o estado de dependência da dor e da humilhação do masoquista, em seu modo de ser, que desconhece qualquer noção de sujeito: tudo é para ele um objeto, até o si mesmo. Então, que seja a dominadora, o dominador, o objeto que denuncia e provoca esse estado de humilhação no submisso.

O domínio sobre a expressão do submisso sobre seu estado deve ser a fonte de prazer do sádico, pois a única coisa que o masoquista expressa é, essencialmente, dor, seja ela psicológica ou física.

Por essa limitação extrema das condições de expressão do masoquista é que o sádico se sente mais à vontade quando pode romper o tabu monogâmico, precisando de vários tipos de submissões para se satisfazer.

Mas isso já é tema para outro artigo
http://www.ifetiche.com.br/v1/index.php/artigos/81-teorias/85-teoria-humilhacao

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O Poder Das Vendas


O Poder Das Vendas
Escrito por Monstrinho

Não, este não é um texto sobre estratégias de marketing e negócio. Estou aqui para falar de venda que tampa os olhos, que inibe a visão.

Como polifetichista, tem diversas coisas que me atraem, mas uma venda é sempre bem vinda! Diversas vezes me perguntam sobre minhas preferencias e entre as primeiras está a "privação dos sentidos" Privar os sentidos é amplificar os que sobram e dentro da privação do sentido, privar a visão é a principal.

Vendas também são uma boa maneira de começar a fazer experimentos com BDSM. Além de ser facilmente aceito pelo parceiro, você pode usar muitas coisas para improvisar uma. Quando você está vendado você pode relaxar e se despreocupar enquanto o parceiro faz o resto, ou você pode vendar a pessoa e fazer o que quiser e como quiser com ela.

Quando eu estou vendado, parece que todos os sons são amplificados, eu acabo escutando o cachorro do vizinho latindo ou até a respiração da parceira perto de mim. A pele fica mais sensível, qualquer toque acaba me arrepiando e tendo um efeito bem maior do que com os olhos abertos. Também é vendado que eu me sinto menos constrangido, eu posso ser observado e deixar meu corpo reagir sem me preocupar com quem está me olhando ou com o que a pessoa está fazendo. Os cheiros também são mais atrativos ou repulsivos, mas eles passam a exercer uma influencia muito maior sobre as reações. 

O tempo é um fator que ajuda a potencializar a função da venda, quanto mais tempo vendado, mais os sentidos ficam aguçados. Minha sugestão é que vende a pessoa e deixe a um pouco desorientada, dê voltas com ela pelo ambiente, faça girar um pouco e deixe-a parada em algum lugar enquanto você se prepara. Não explique nada, somente diga que qualquer problema ela deve chamar por você. Então vá tomar um banho, não se preocupe com o tempo que demorar e se preocupe com o cheiro que vai ficar, e quando sair do banho, vista uma bela lingerie e prepare o ambiente. Tenha certeza que quem estiver vendado depois de um tempo vai perceber tudo que está acontecendo em volta dele, sem saber dos detalhes, mas os cheiros, os barulhos e o tato vai dar a ele a percepção ampliada do momento.

Agora que você tem alguém vendado e à sua disposição, só resta aproveitar e brincar! Você pode simplesmente ficar observando ou brincar com texturas, gostos, cheiros e toques. E se preocupe mais com o seu prazer, pois o dele já está garantido ;)



http://www.ifetiche.com.br/v1/index.php/glossario-perverso/146-o-poder-das-vendas

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

24/7 - Resultado da enquete

24/7 - Você gostaria de viver o relacionamento nesses moldes ?

Sim
  9 (64%)
Não
  2 (14%)
Talvez
  2 (14%)
Jamais
  1 (7%)

Votos até o momento: 14
Dias restantes para votar: 3 


       Essa enquete nasceu de uma conversa , em que falávamos sobre relacionamentos 24/7 . Apesar de nada entender sobre o assunto , achei interessante e resolvi criá-la . Como ela está prestes a se encerrar , decidi postar e comentar o resultado .
     Conversei com algumas pessoas sobre o assunto , cada um com visão e motivos diferente , não deu pra concluir muito sobre o assunto .
Meu voto foi para o talvez  .
Não tem como saber de onde partiram os votos , mas considerando que a maioria dos seguidores e visitantes sejam submissas ,o resultado da enquete não surpreende .
    Subs estão sempre desejando passar mais tempo com o DONO , mas será que esse tempo precisaria ser , necessariamente , integral ?
Bem , a tendência é querer sempre um pouco mais ... quem passa algumas horas com eles , deseja passar o dia , quem passa o dia , deseja a semana , depois o mês e por vai .
    Eu também gostaria de ter mais tempo , mas não consigo me ver vivendo o relacionamento durante às 24 horas por dia e os 7 dias da semana .
Posso estar enganada , mas penso que seria massante , cansativo , perturbador ou sei la o quê .
Não faço ideia de como funciona na prática e também não sei se pagaria pra ver , não por tanto tempo . Uma coisa seria  passar alguns dias juntos , mas viver todos os dias sob disciplina ? To fora !
Um pouquinho de saudade às vezes fez bem !
    Uma coisa é certa ; vivendo juntos ou não , quando a submissão é verdadeira , ela permanece a todo tempo , não há distância que possa desligá-la .
luah negra .



Submissão 24/7


     É comum encontrarmos, no BDSM, submissos que desejam servir a seus Senhores de forma completa e ininterrupta. A esses chamamos de submisso 24/7, por servirem 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Torna-se complexo, complexo por termos muito mais perguntas que respostas, divagar sobre esse tema, haja visto que cada casal estabelece maneiras, regras e normas completamente diferentes das comumente adotadas pela grande maioria dos adeptos da filosofia BDSM que vivem relações diversas desta 24/7.
     Como a convivência é constante e, as possibilidades de exploração dos jogos são imensas, torna-se necessário desenvolver uma maneira para "viajar" entre o maior número possível de jogos sem perder a vontade de se conhecer.
A individualidade não pode ser perdida, mas... seus participantes precisam ter uma grande consciência de que são a unidade em um conjunto.

http://www.mestrearfaern.com/bdsm/a_arte_da_submiss%C3%A3o_e_a_cerim%C3%B4nia_atuais

sábado, 28 de julho de 2012

A DIFERENÇA ENTRE SÁDICO, DOMINADOR, MESTRE, DONO E MENTOR

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          “Sádico” é o praticante ativo (*) no BDSM que encontra sua plenitude no S&M (sadomasoquismo) e caracteriza-se pelo uso da prática de infringir dor, castigos e torturas às escravas como forma de prazer (.. mútuo – afinal, não nos esqueçamos do "consensual" sempre presente). É o mais fácil de se classificar, pois sua definição consta de qualquer dicionário.

          Já “Dominador” é o praticante ativo no BDSM, mais destacadamente no D/s, caracterizado pela prática de comandar e subjugar escravas, podendo assim obter delas a obediência e a dedicação que almeja, além da entrega de seu corpo.

          Um dominador geralmente também pratica o sadismo. Não só para castigar suas escravas submissas por alguma desobediência ou indisciplina (mantendo assim seu domínio e disciplinamento sobre elas), como também para seu puro prazer, sendo nestes caso um Dominador Sádico.

          Já o “Mestre” é aquele que educa, ensina, orienta e mostra os caminhos do BDSM para a escrava. Ajuda-a a evoluir, a se descobrir, a se desenvolver e se assumir dentro do vasto universo desta nossa fantasia. Com sua prática, experiência e coerência, pode propiciar à ela a descoberta de suas tendências, de seus anseios, seus limites e suas preferências e características. É acima de tudo, um amigo, um parceiro e um guru.


           O Mestre é aquele que transmite seus conhecimentos e experiências no BDSM, mas em private a um numero restrito de pessoas, em sua totalidade escravas. Já o Mentor extrapola este universo e acaba por também repassar seus conhecimentos a outros Mestres e a grupos, chegando inclusive a ser criador e formador de opinião.

         Sua pretensão - como Mentor - é desde o início restrita ao objetivo de disseminar, discutir e aprimorar o pensamento e a cultura BDSM. Se daí surgir alguma "pupila" em especial por quem ele se interesse, ele passará então a ser Mestre dela, não Mentor “dela”. Desta forma, o Mentor não estaria associado a uma relação direta com escravas, como o Mestre, mas sim a uma relação com o meio BDSM como um todo.

          Inclusive, complete-se que o Mentor nem mesmo tem que ser obrigatoriamente um praticante ativo no BDSM, uma vez que pode-se até classificar como mentores alguns(mas) escravos(as) quando eles, de alguma forma, criam, desenvolvem, aprimoram, discutem, ensinam e proliferam a cultura e o pensamento BDSM a outros praticantes, até mesmo ativos.

          Num comparativo, os termos "dominador e sádico" estariam mais ligado à PRÁTICA do BDSM, enquanto "Mestre" estaria ligado à doutrina, ensinamento e pensamento. Desta forma, um Mestre na sessão (seja ela real ou virtual) estaria exercendo também as características de dominador e/ou sádico. Já um dominador – puro e simples – nunca é um Mestre. Quando muito, pode chegar a um "adestrador" ou "disciplinador".

          Ora, pode-se ser dominador sem ser Mestre ? Claro. Basta imaginar uma situação em que um praticante ativo conhece uma escrava já bastante experiente no BDSM. Ele será "Mestre" dela ? Muito difícil. Ele irá tê-la e dominá-la, mas não terá sido ele que a ensinou, guiou ou doutrinou no BDSM. Nem antes, nem durante seu domínio. Assim, ele seria apenas o Dominador dela, mas não o seu Mestre.

          Esta situação é fácil de imaginar, mas e o inverso ? Pode-se ser Mestre sem ser dominador ?

          Claro. Ainda mais hoje em dia - com o desenvolvimento do BDSM na internet –tornou-se comum a figura do Mestre que conhece a escrava nos chats, descobre suas tendências (e faz ela se descobrir), mostra-lhe o universo BDSM, educa-a, faz ela se assumir escrava e se orgulhar disso, descobrindo seus desejos, seus instintos, seus anseios, seus limites e seus prazeres, sem, porém - por algum motivo – possuí-la no Real, desta forma não praticando de fato o ato do BDSM, suas cenas e a sessão tão planejada e imaginada. Ele foi o Mestre dela ? Claro. Não foi o seu Dominador, mas foi o seu Mestre.

          Num caso extremo, poderia-se até imaginar que um praticante ativo pedisse a um amigo seu - mais experiente e paciente com a árdua tarefa de ser Mestre (hehehe) - para "disciplinar e educar a sua escrava". Neste caso, estaria este segundo sendo SÓ MESTRE dela, enquanto seu amigo que a emprestou é que é o Dominador... e Dono dela.

          Porém, como o maior prazer do Mestre é exatamente ensinar, guiar e iniciar  novas escravas ou evoluir aquelas já iniciadas na prática do BDSM, e como para isso é necessário que o Mestre tenha uma grande dose de poder e controle sobre a sub por um longo e irrestrito período de tempo, é comum que um Mestre não se interesse por escravas emprestadas ou por aquelas que se proponham a ser dele em apenas uma sessão. Já os dominadores, sim.

          Continuando, "Dono" é o mais completo e grandioso termo usado para definir um praticante ativo dentro do BDSM. O Dono é aquele que não só domina a escrava, não só a educou, disciplinou e descobriu-a, mas aquele que A TEM. Sua escrava não é simplesmente uma escrava, é "A" escrava. Não é uma sub, e sim a sub DELE. Ele não tem a sua posse restrita às sessões como o dominador, pois sua posse extrapola os limites físicos do BDSM e adentra nos sentimentos, pensamentos, personalidade e convicções de sua sub. A escrava não é escrava sem ele, mas com ele não tem sequer a posse do próprio corpo, que já ofertou a seu DONO, bem como sua mente se volta não para a prática do BDSM (num agrado passageiro àquele que a subjugue numa sessão ou numa cena), mas à dedicação e obediência constante àquele que a conquistou de corpo e alma.

          Mas não limitemos a figura do Dono ao D/s 24/7, onde – convenhamos - sua figura é imprescindível. O Dono existe a partir do momento em que a escrava descobre aquele a quem se entregará e abandona sua busca de um Mestre Dominador. É quando sua libido, seu desejo e seus pensamentos BDSM se voltam para aquela única pessoa com a certeza, a convicção e o orgulho de constatar ser ele sua "cara metade" no universo BDSM.

         Em suma, o Dono tem a entrega da escrava a ele restrita e assumida. Ele tem o DOMÍNIO total e exclusivo da escrava, extrapolando o momento físico da sessão real ou virtual, destacando-o assim do simples Dominador, que pode até dominar escravas que nem são dele.

          Porém, pode-se ser o dominador momentâneo de uma escrava libertina ? Sim. Pode-se até guia-la e ser seu Mestre, mas seu Dono, nunca. Assim o que mais caracteriza o dono é a entrega e fidelidade de sua escrava.

          O Dono também não tem só a atenção e o respeito que tem o Mestre, Ele tem a concordância e obediência cega de sua escrava. Ela não só aprende e se descobre com ele, como é com o Mestre, pois o Dono também impõe seu estilo e molda sua escrava. Afinal, ele é aquele que a sub escolheu não só para conduzi-la, mas para moldá-la e lapidá-la.

          Porém, cumpre acrescentar uma observação: O domínio é uma concepção que pode se materializar através da "propriedade" ou da "posse". Como em BDSM não existe qualquer termo ou ato formal que possa caracterizar uma propriedade (a não ser o registro virtual ou por vezes até cartorial de "contratos de servidão" sem qualquer valor legal ou moral), o Domínio em BDSM não poderia ser exercido através da propriedade, mas tão somente por meio da POSSE. Ou seja, é necessário para ser Dono que o praticante ativo tenha "tomado posse" do que é seu e isso só se processa através de uma relação real.

          Os mais liberais poderiam até encarar uma entrega e sexo virtuais como uma posse do internauta sobre sua escrava. Porém, uma análise mais coerente só leva-nos a concluir que ali houve apenas uma "dominação", nunca uma posse.

          Também a coleira poderia ser confundida como um termo formal de propriedade, mas não é. Ela é um símbolo, e não um termo. Mesmo porque, uma coleira virtual necessita apenas de um clicar no hiperlink "sair da sala" para desaparecer. Porém, a "verdadeira coleira" que um Dono coloca em sua escrava não é virtual e nem mesmo de couro. Ela é de entrega, de convicção, de segurança e de sentimentos. E essa, não há clicar ou fecho que permita tira-la facilmente *pisc

          Destarte, somente pode-se ser Dono no Real. No virtual, no máximo, pode-se ser Dominador.

          Mas não menospreze-se a importância do virtual. Afinal, hoje em dia com a internet, eu diria que o Mestre é uma figura mais presente e salientada no virtual, pois maioria do seu ensinamento e da descoberta da escrava se faz através deste meio. No real, é mais comum o Mestre exercer seu papel de Dominador/sádico, pondo em prática seus ensinamentos e extraindo da escrava tudo aquilo que puderam descobrir, desvendar e aprender em seus contatos virtuais.      

          Bem, espero Ter demonstrado minha visão quanto às diferenças e interações entre Sádico, Dominador, Mestre e Dono, concluindo que o ideal é ser os quatro: Mestre no prelúdio virtual e no desenvolvimento da escrava, Sádico Dominador na sessão e Dono sempre.

                      É a minha opinião, Jot@SM
http://www.mestrejotasm.com.br/difsamedo.htm

quinta-feira, 19 de julho de 2012

DIFERENÇA ENTRE SUBMISSAS E ESCRAVAS

    Uma escrava tende a pensar mais na linha "preto no branco". Elas têm muito pouco espaço para manobras ou tons de cinza na sua escolha. Elas não parecem esperar muita flexibilidade do comportamento de seu Dominante também. Com isto eu quero dizer, se uma escrava está sentindo-se indisposta e logo não completa suas tarefas diárias, esperaria do Dominante o castigo de sempre .
Uma submissa estaria mais inclinada a esperar indulgência do Dominante porque estava indisposta.
    Uma escrava pensa em termos de ser posse, não em termos de estar submetendo-se. Para elas, estar encoleirada em um relacionamento significa ser posse .
Isso não significa que uma escrava vai aceitar um relacionamento abusivo, embora seus limites de tolerância para o que é abusivo e o que não é parece mais alto do que na submissa.
      Essa crença de ser posse origina-se de um forte compromisso tanto no lado emocional quanto mental para com seu Dominante.
Existe um nível de aceitação ao comportamento do Dominante que pode ser mais intenso e abrangente do que muitas submissas consentiriam. Por exemplo, um Dominante quer trazer um terceiro para dentro do relacionamento.
Uma submissa exigirá que alguns critérios sejam observados antes de permitir (sim, permitir), donde uma escrava diria "está acima do meu alcance, se é o que o Senhor quer, então que seja", e resignadamente aceitar a mudança.
    Para alguns, esta forma de pensar é considerada errada ou instituída por meio de abuso, mas isso não é necessariamente verdade.
   Uma escrava floresce no fato absoluto, de que elas literalmente não têm controle sobre o relacionamento ou o que vai acontecer nele, donde uma submissa freqüentemente retém algum grau de controle sobre o relacionamento.
Seu processo de pensamento foca somente no que faria o Senhor (a) mais contente e no como a escrava pode ser mais prazerosa a ele. Submissas tendem a pensar em si mesmas e seu proprio prazer em adição ao do seu Dominante.
     Escravas trabalham duro para porem-se em segundo lugar em todas as coisas, e seus Donos em primeiro. Para elas, isto é o que resulta de ser uma escrava e submeter-se completamente.
Escravas se esforçam muito em conquistar uma paz interior com sua posição escolhida. Com essa paz, vem a aceitação de si mesmas, e um quieto senso de contentamento. Elas vêem orgulho, arrogância e outras emoções como negativas e indesejadas em uma escrava.
    O comportamento de uma escrava é diferente do de uma submissa também. Se você ouvir escravas falarem sobre seus comportamentos (ou assisti-las), elas normalmente falam sobre aceitação quieta, em controlar-se o tempo todo, formalidades, e outras coisas.
Parece haver mais foco no como uma escrava se comporta em qualquer dado momento, com menos margem para ser diferente.
      Em muitos relacionamentos de escravidão, a escrava é exigida a usar o título do Dono ao endereçar-se a ele em qualquer situação, and não conceberiam chamar seu Dono por qualquer outro nome.
A maioria das escravas acha gritar, crises de mau humor, ou de nervos ou qualquer outra forma de comportamento descontrolado da parte da escrava repreensível e meritória de punição severa.
    Escravas poem bastante ênfase no seu comportamento e no como reagem ao seu Dominante. Seguram-se em um alto nível de autocontrole. Cobram de si mesmas terem um comportamento prazeroso o máximo possível. Não vêem margem para molecagem, qualquer forma de "topping from the bottom" (ditar cena) ou qualquer outra forma de manipular o Dominante. Geralmente vêem molecagem como manipulação, choramingos, persuasão ou fazer pedidos novamente depois da primeira negativa como comportamento manipulador que se endereçam aos desejos necessidades da escrava ao invés do Dominante e logo, impróprios.
     Elas olham com desdém para qualquer comportamento que é dirigido a forçar o Dominante a encontrar uma finalidade da própria escrava, em lugar de focar-se na necessidade do Dono.
Uma escrava se esforça pela perfeição interior em completar todas as tarefas que o Mestre lhe dá, enquanto mantém uma parte da sua atenção em coisas que não foram solicitadas a fazer, mas acham que poderia agradar o Mestre se feitas.
     A uma escrava é requerido que seja bastante auto-suficiente e hábil pois freqüentemente tem uma carga forte de responsabilidades. Escravas normalmente sentem que uma escrava não precisa ser orientada nos mínimos detalhes porque isso é enfadonho para seu Dominante, a menos que ele aprecie a meticulosidade.                  Uma escrava vai se comportar com o maior respeito em uma situação formal, e com todo o respeito que qualquer situação exija. (Por exemplo, um momento calmo em casa que não requeira um protocolo rígido, como uma festa formal iria).
     Nenhuma dessas ênfases no comportamento significa que uma não pode ou não faz piada, relaxa ou entra em brincadeiras. Muitas escravas de fato fazem estas coisas. Fazem, contudo, com grande atenção à reação do Dominante e tomam cuidado para não serem deselegantes ou excessivamente sarcásticas. A menos é claro que o Dominante não aprecie este comportamento, então é melhor que ela o restrinja (o comportamento). (N.T.: O que pode ser bastante difícil, e na minha opinião pouco saudável, para alguém que tem naturalmente um senso de humor brincalhão como parte de sua personalidade) Então por favor não entenda que este artigo diz que escravas não se divertem, não têm senso de humor ou algo assim porque seria inverídico. Escravas têm personalidade como todo mundo, e se divertem com ela como todo mundo.  Escravas apenas tendem a ser bem mais preocupadas com a reação do Dominante a estas atividades do que algumas submissas são. Elas também não usam seu senso de humor para provocar o Dominante a agir com elas, a menos que o Dominante aprecie este tipo de elemento na cena. Basicamente elas talham seu comportamento naquilo que o Dominante prefere, e sente-se mais confortável.
     As expectativas de uma escrava acerca de seu Dominante e do relacionamento são freqüentemente diferentes das de uma submissa. Uma escrava não espera satisfação de seus desejos para além de suas necessidades mais básicas.
     Quando o Dominante faz algo além disto para com elas, é visto como um presente, e não o preenchimento de uma necessidade.
Escravas tendem a ver coisas que muitas submissas esperam em um relacionamento, como luxo e não necessidade. Isso não significa que uma escrava vai aceitar ser abusada ou tratada como inútil por longos períodos de tempo, apenas significa que elas não esperam todos os mimos que outros esperam de seus relacionamentos. (como ganhar carinho sob solicitação, falar quando tiver vontade, dormir numa cama, etc).  Escravas sabem que seu relacionamento é difícil às vezes e que sua submissão não é fácil o tempo todo.
Elas esperam serem solicitadas ou ordenadas a fazerem coisas que não vão necessariamente serem prazerosas para si porque seu foco não está na própria satisfação, mas na do seu Dominante.
Esperam ser tratadas como escravas e não mimadas ou bajuladas. Elas esperam ser forçadas em seus limites e ter estes limites expandidos. Esperam preencher as expectativas de seus Dominantes e não verem seus Donos aceitarem qualquer manipulação ou desobediência.
    Elas esperam serem usadas na totalidade de seu talento ou mesmo serem treinadas para aumentar suas capacidades para preencher a necessidade do Dominante.
Não esperam ser consultadas para cada decisão, ter sua opinião requisitada o tempo inteiro, ou algo parecido. Isso não significa que elas esperam ser ignoradas ou tratadas como se elas não importassem, elas apenas não esperam isso como uma parte corrente do relacionamento, apesar de muitas darem suas opiniões, sentimentos, isso é requisitado por seus Dominantes e eles irão freqüentemente leva-las em conta quando tomarem decisões.
   Uma escrava submete-se diferentemente de uma submissa também. Escravas não impõem limites à atividade dos Dominantes.
    Uma submissa vai freqüentemente ter limites mais rigidos que o Dominante não consegue ultrapassar, e limites mais brandos que podem ser suprimidos com prévia negociação.
Uma escrava não tem qualquer dos dois. Elas não vão dizer que o Dominante não pode engajar certo tipo de jogo ou usar um específico acessório.
Elas podem dizer ao Dominante que não gostam desta ou aquela prática ou acessório no começo do relacionamento (preferencialmente antes do encoleiramento) mas não vão rejeitar o Dominante por fazer/usar tais coisas.
Elas contam com a idéia de de serem solicitadas a fazer coisas que não gostariam particularmente e consideram isso como parte do submeter-se, uma vez que seu conceito de submissão coloca a satisfação do Dominante em primeiro lugar, antes mesmo da própria.
Muitas escravas dirão que por causa destes imperativos, uma escrava vai escolher um Dominante com quem tem mais afinidade, logo não vai lhe solicitar coisas que ela se nega terminantemente a fazer.
Mas mesmo assim, a escrava espera que estes limites mudem com o tempo e aceitam que isto aconteça.
      A escrava não é melhor que a submissa em minha opinião, meramente diferente. Algumas destas características podem existir em uma submissa, ou mesmo todas elas.
Estas diferenças básicas parecem existir no tocante aos limites da submissão. Uma escrava não os tem, uma submissa sim.
A palavra que cada uma vai escolher para definir a si mesma segue uma questão de escolha pessoal, e minha intenção nesse artigo não é diferente. Em lugar disso, meu intento é de ajudar outros a entenderem a escrava um pouco melhor, e não as ver como desmioladas ou capachos, porque estas duas palavras não descrevem a maioria das escravas por opção de vida.
    Seja ou não a escravidão uma opção de vida saudável, é uma questão de escolha pessoal. Acredito que isso pode ser uma escolha muito saudável, ao passo que outros discordariam. Como em qualquer relacionamento onde a divisão de poder esteja colocada na ascendência de uma pessoa sobre outra, abusos podem acontecer.
Contudo, eu não tenho base para afirmar que estes abusos ocorram mais com escravas do que com submissas, ou no BDSM de modo geral.




Traduzido Por John Coltrane.
Artigos traduzidos
(Fonte: http://carcereiro.110mb.com/indframes.html - Site do Carcereiro)

domingo, 15 de julho de 2012

Práticas - Sadismo

   O termo sadismo deriva do nome do escritor e filósofo francês Donatien Alphonse François de Sade (Marquês de Sade), e denota a excitação e prazer provocados pelo sofrimento alheio.
    O foco do sadismo sexual envolve atos (reais, não simulados) nos quais o indivíduo deriva excitação sexual do sofrimento psicológico ou físico (incluindo humilhação) do parceiro.
    Alguns indivíduos com esta parafilia se sentem perturbados por suas fantasias sádicas, que são simuladas ou invocadas durante a atividade sexual, mas não efetivamente concretizadas. Nesses casos, as fantasias sádicas envolvem, habitualmente, o controle completo ou parcial sobre a vítima, que se sente aterrorizada ante o ato sádico iminente.
     Outros indivíduos sádicos compartilham seus impulsos sádicos com parceiros masoquistas, que sentem prazer (ou ao menos consentem) em sofrer dor ou humilhação. Este tipo de relação, onde as duas tendências se complementam, é denominada sadomasoquista.
    Outros, finalmente, colocam em prática seus anseios sexuais sádicos com vítimas que não dão consentimento.
Em todos esses casos, o que causa excitação sexual ao indivíduo sádico é o sofrimento real ou potencial da vítima.
    As fantasias ou actos sádicos podem envolver actividades que indicam o domínio do indivíduo sobre a vítima (por ex., forçar a vítima a rastejar ou mantê-la em uma jaula). Os indivíduos podem também atar, vendar, dar palmadas, espancar, chicotear, beliscar, bater, queimar, administrar choques eléctricos, estuprar, cortar, esfaquear, estrangular, torturar e mutilar. Em situações extremas, especialmente quando associadas a casos graves de Transtorno da Personalidade Anti-Social, os indivíduos podem chegar a matar suas vítimas.
    As fantasias sexuais sádicas tendem a ter origem na infância. A idade de início das atividades sádicas é variável, mas habitualmente ocorre nos primeiros anos da vida adulta. O sadismo sexual geralmente é um fenômeno crónico.
      Quando o sadismo sexual é praticado com parceiros que não consentem com a prática, a atividade tende a ser repetitiva. Alguns indivíduos podem dedicar-se a actos sádicos por muitos anos, sem necessidade de aumentar o potencial de infligir sérios danos físicos. Geralmente, entretanto, a intensidade e gravidade dos actos aumenta com o tempo, até que o indivíduo sádico seja preso ou receba tratamento psicoterápico adequado.
(Fonte :http://pt.wikipedia.org/wiki/Sadismo)

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sábado, 7 de julho de 2012

É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!


Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.


Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
(Fernando Pessoa)

Vida